Antes do texto abaixo quero deixar minha opinião. Não assisti todo o BBB11, não sei do passado da Maria, não gosto da voz fanhosa dela, nem gostei tanto o dia que ela ganhou o BBB. Mas cá pra nós, convenhamos e confessamos, essa mulher causou. E por ter causado tanto virou verbo, virou símbolo de liberdade, de renovação e terminou simplesmente milionária.
Coloco esse texto no blog para todas as mulheres, em especial minhas amigas, que mesmo distantes sei que sempre precisam de uma palavra amiga ou de "um sacode a poeira e dá a volta por cima".
Maria somos nós - por Ana Kessler
Maria ganhou o BBB. E nós vencemos. Nós, mulheres donas das nossas vontades, desejos, tentativas e erros. Nós que nos apaixonamos pelo lobo mau mau divertido, falante e machista. E o machismo não tem mais espaço no conto moderno nosso de cada dia. Graças a nós mesmas, que o abolimos e nos libertamos.
Maria Melilo foi Madalena, jogou-se nas fogueiras das paixões, assumiu seu cio. E atire a primeira pedra quem nunca pecou. Ou quis pecar. Todas pecamos mas, olha que coisa, não cremos mais em pecado. Quem dita o que é certo e errado quando se trata de sexo? Da nossa sexualidade? Nosso corpo nos pertence e, tatue na pele: só a nós cabe decidir o que fazer com ele.
Somos humanas, frágeis, tolas, fracas. E somos fênix,renascemos das cinzas, ágeis, fortes. Erramos e aprendemos com os deslizes. Rimos. Buscamos ajuda - nem que seja autoajuda. Lemos, trocamos ideias, confidências, ouvimos umas às outras. Experimentamos. Às vezes dá certo. Outras não dá. Damos.
E vem príncipe encantado e vão-se desencantos e não acreditamos nele, mas esperamos um dia, quem sabe... Somos clareza e contradição. Hormônios e coração. Ebulição. Somos ar, água e gelo.Derretemos. Não tentem nos desvendar pois não temos segredos. Nossos mistérios são mutantes, o que era não é, e o que é, já foi. E será diferente.
Mais que mulheres, somos deusas. Rainhas. E serviçais, por que não? Somos o que escolhemos ser. Messalinas, virgens, molecas, meninas, mães e, acima dos nossos quereres, fêmeas. Dentro de nós corre a essência feminina, o dom da criação, do recriar-se. Geramos vida. Vivíssimas.
Aceitamos o que somos e não aceitamos mais o que acham que deveríamos ser. Somos mais que Amélias, mulheres de verdades. Somos bem remuneradas e donas do nosso nariz. Solteiras, casadas, separadas, nosso estado civil é nosso estado de espírito. Fiéis aos nossos instintos, damos rédeas à imaginação, rédeas soltas, claro. Ou, por opção, bem justas.
Aliás, temos um grande senso de justiça. Mas no nosso tribunal não cabem julgamentos. O veredicto é a felicidade. Queremos e buscamos ser felizes. Senão, viver pra quê? Sim, somos dramáticas. Rios de lágrimas lavam nossa pele e matam a sede. Bebemos. Falamos bobagens. Assumimos culpas alheias só para ficarmos em paz. Nos arrependemos e, sem pensar, fazemos tudo de novo. Aprender com os erros exige errar - essa é a melhor parte!
Mas sim, somos perfeitinhas. Autoestima é tudo, dizem. Acreditamos. Beijamos sapos, retocamos o batom. Fazemos mandinga, lemos horóscopos. Somos estrelas. Brilhamos. E rezamos, pedimos, agradecemos, enlouquecemos, deixamos doida a concorrência. Eles doidos. Que loucura!
Como Maria, com o apoio de milhões de votos, nós mulheres-fêmeas do século 21 somos a extinção da espécie e a renovação. Matamos o que fomos e nos tornamos a essência do que vamos ser. Enquanto isso, vamos vivendo nosso reality show diário. Vamos Mariando, simplesmente sendo. Campeãs.
Fonte: www.bolsademulher.com

Nenhum comentário:
Postar um comentário